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quinta-feira, 2 de junho de 2016

Opinando - O fantasma da autodestruição

No meio de uma limpeza virtual, encontrei uma pasta aparentemente inocente.
Ao abrir, me deparei com uma série de fotos de mulheres extremamente magras, algumas visivelmente sofrendo de distúrbios alimentares, e várias imagens de "incentivo" a esse tipo de distúrbio (que por motivos óbvios, não compartilharei aqui). Senti um gosto amargo na boca, pois imediatamente lembrei daquela adolescente cheia de problemas com a própria imagem, que odiava o próprio corpo e queria ser outra pessoa. Essa adolescente era eu.


A vida não é fácil nessa sociedade cheia de cobranças e comparações, especialmente quando se é mulher e ainda mais quando você não se encaixa nos padrões. Muitas meninas sofrem desde muito cedo por se sentirem inferiores ao que "deveriam ser" e comigo não foi diferente.
Acontece que, muitas vezes, nós alimentamos nossos fantasmas através de pequenas atitudes e, só depois de quase 10 anos, eu percebi que fazia isso constantemente.


Não estou de forma alguma querendo culpabilizar as vítimas dessa sociedade insana, muito menos minimizar a gravidade dos distúrbios alimentares, mas quero dizer que muitas vezes nós criamos situações que reforçam os sentimentos ruins.
Ao passar horas e horas buscando imagens, textos, sites e blogs que reforçavam aquela sensação eterna de insatisfação e ódio comigo mesma eu alimentei aquele fantasma que morava em mim, até ele ficar tão grande que quase me consumiu por inteiro.


Hoje eu ainda luto contra várias construções sociais enraizadas em mim e tenho que estimular minha autoestima diariamente, mas não me maltrato mais com imagens irreais ou inalcançáveis, pois sei que elas não trarão nada pra mim além de sofrimento.


Se a gente parar de alimentar o fantasma, um dia ele desaparece.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Opinando - Críticas destrutivas e insegurança

Se tem uma coisa que aprendi com o filme "Meninas Malvadas" foi que "chamar alguém de gordo, não te torna mais magro; chamar alguém de burro, não te torna mais inteligente".
Essa frase diz muito mais do que parece, pois mostra como podemos ser cruéis com as outras pessoas buscando um benefício próprio que sequer existe.


 Você já parou pra pensar no porquê é "bom" falar mal dos outros? No porquê apontar o dedo para o outro dá uma sensação de satisfação? Será que não é uma maneira que criamos de desviar do verdadeiro problema?


Eu já fui uma pessoa extremamente maldosa e exigente com a aparência alheia, principalmente com relação às coitadas das celebridades. Era a rainha do "olha como ela tá gorda" "olha só essa celulite" "ela é bonita hoje, mas era horrorosa antes da fama".


Não vou dizer que ainda hoje não me pego dizendo coisas do tipo, mas posso garantir que melhorei muuuuuito e sabe por que?
Porque passei a olhar mais para mim e a me gostar mais. E foi através dessa experiência que eu percebi que criticar os outros dá uma sensação de alívio porque a gente muda o foco e acaba, de alguma forma doentia, se sentindo superior. Apontamos o defeito dos outros porque temos medo que percebam o quanto nós também somos defeituosos.


Sim, aquela atriz maravilhosa tem celulites; aquela cantora era feia na juventude; aquela outra está ficando velha e cheia de rugas... e isso só mostra que elas são HUMANAS, assim como nós, não é maravilhoso? Ter defeitos não deveria ser motivo de vergonha; tentar diminuir alguém por ter defeitos é que deveria!


O fato de você criticar a aparência física de alguém não vai mudar em nada a aparência da pessoa, não vai ajudar ninguém e só vai te fazer desperdiçar energia com algo inútil e que pode ter um retorno negativo na sua vida.
Já pararam pra pensar que, a partir do momento que criticamos alguém por não pertencer a um padrão de beleza pré-estabelecido (seja por nós mesmos ou por grande parcela da sociedade), damos espaço para que também sejamos analisados?


A vida tem tanta coisa boa pra aproveitar, tanta crítica importante a se fazer, tanto conhecimento a ser absorvido... pra quê perder nosso precioso tempo contabilizando os supostos defeitos físicos dos outros?
Se você teve paciência de ler até o fim, deixa sua opinião nos comentários, quero saber o que vocês pensam sobre o assunto. :)

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Opinando - Aparência e Autoaceitação

Desde ontem, um vídeo vem circulando pela minha timeline, mas só hoje resolvi assistir.
A modelo Cameron Russel decidiu falar sobre a falsa aparência que permeia o universo das modelos e o quanto somos "enganados" por imagens montadas para serem perfeitas.



Tão linda que parece de mentira... e, na verdade, é!


Acho importante refletir sobre o quanto esse tipo de manipulação mexe com nossa autoestima e, muitas vezes, nos faz sentir inferiores àquelas que consideramos perfeitas.
Óbvio que todo mundo gosta de se sentir bonito, e temos muitos métodos para ressaltar aquilo que temos de melhor, mas essa busca deve ser por melhorias em nossa aparência, e não por modificações absurdas baseadas em imagens de outras pessoas (que, em sua maioria, nem são verdadeiras). O primeiro passo para a felicidade é a autoaceitação!


As pessoas são diferentes umas das outras e a beleza está nessa diversidade, que faz com que cada ser humano seja único em sua essência e sua aparência (até gêmeos idênticos tem suas sutis diferenças!). Eu cresci odiando a minha aparência, e hoje vejo o quanto eu prejudiquei aquela que deveria ter sido a época mais feliz da minha vida.


Muitas vezes, temos uma imagem distorcida de nós mesmos e acabamos maximizando nossos "defeitinhos" (que muitas vezes, nem são defeitos) ao invés de conviver pacificamente com eles. Por que você acha que precisa vestir 36, ter cabelos lisos e um sorriso impecável pra ser bonita? Será que você se enxerga de uma maneira realista?
Esses questionamentos me fizeram lembrar outro vídeo, que me emocionou muito, e mostra exatamente essa distorção de imagem que temos.


Será que não está na hora de fazer as pazes com o espelho e se amar, assim, do jeitinho que você é? Vamos fazer esse exercício mental juntas?
Tenho certeza que só vai trazer coisa boa!


Ame-se!
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