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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Vida Real - Eu Assisti: "Metalhead"

Neste final de semana assisti ao filme "Metalhead" (Málmhaus), um longa islandês de 2013, dirigido por Ragnar Bragasson, que conta a história de Hera (Thora Bjorg Helga), uma menina que perde o irmão de forma trágica e tem muita dificuldade de superar essa perda, tornando-se um "fantasma" do próprio irmão e adotando um comportamento autodestrutivo, encontrando no heavy metal uma forma de escape de todo esse sofrimento.


Os pais de Hera tentam dar o apoio necessário à filha, embora não compreendam muito bem o seu universo, mas os moradores da pequena cidade começam a se incomodar com o comportamento da garota. E isso é tudo que posso falar sem dar spoiler, rs.


A fotografia do filme é belíssima e a ambientação rural contrastada ao visual super pesado da personagem rende cenas inacreditáveis. O figurino dela também é incrível e a trilha sonora, como era de se esperar, é cheia de música boa... e pesada! \m/


Não encontrei o trailer legendado em português, só em inglês:


Filmaço!

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Vida Real - Eu Assisti: "Uma História de Amor e Fúria"

Fiz um post sobre o filme "Uma História de Amor e Fúria" há um tempão, mas só agora criei vergonha na cara pra assistir e eu PRECISO dividir essa experiência com vocês.
O filme conta a história de amor entre um herói imortal (Selton Mello) e Janaína (Camila Pitanga), que se encontram e reencontram em quatro épocas diferentes da história do Brasil: colonização, escravidão, ditadura e a cidade do Rio de Janeiro em 2096.


O roteiro é impecável, assim como o trabalho de animação, que trouxe peso e leveza de acordo com o momento da história. É um filme forte e emocionante, cheio de cenas e frases que nos fazem refletir sobre a humanidade e enxergar o outro lado de algumas histórias já tão conhecidas. Uma dessas frases ecoa na minha cabeça até agora:


Recomendo fortemente que vocês assistam a essa verdadeira obra-prima do cinema nacional, que traz muito mais do que uma história de amor. É uma história política, filosófica, antropológica e tão incrível que é até difícil de descrever!


Alguém também já assistiu essa coisa maravilhosa?

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Vida Real - Eu Assisti "O Jogo da Imitação"

Estamos numa vibe meio Oscar aqui em casa e decidimos ver alguns dos filmes premiados, começando pelo maravilhoso "O Jogo da Imitação", que ganhou o prêmio de melhor roteiro adaptado, baseado no livro "Alan Turing: The Enigma", do escritor Andrew Hodges.


O filme conta a história de Alan Turing (Benedict Cumberbatch), um matemático britânico considerado o pai da informática, que deu contribuições importantíssimas para a tecnologia.
Os problemas da sua vida se deram devido à sua homossexualidade que, na época, era considerada crime e o levou a uma condenação triste e uma morte trágica.


Durante a Segunda Guerra Mundial, Alan se voluntariou para trabalhar ao lado dos Aliados, trabalhando intensamente na criação uma máquina que decifrasse os códigos da Enigma, máquina criada pelos nazistas para criptografar mensagens.


Ele e um grupo de "cabeçudos" enfrentam vários perrengues pra tentar fazer com que a máquina funcione... e ela funciona! Só que, como diz o tio Ben, "com grandes poderes vem grandes responsabilidades" e fazer a máquina funcionar era só o primeiro dos problemas.
Não vou entrar em detalhes pra não estragar o filme, mas posso adiantar que é muita treta!


Mas a parte realmente cruel é ver o sofrimento dele por ter que esconder sua homossexualidade, que acaba sendo motivo de denúncia e condenação à castração química.
É tão injusto ver um homem que contribuiu tanto para a sociedade ter a vida devastada apenas por ser "diferente". É uma história de partir o coração!


A atuação do Benedict Cumberbatch é impecável, com todas as nuances de uma personalidade contida e genial. Keira Knightley, que interpreta sua amiga e colega de trabalho Joan Clarke, também está maravilhosa e a química entre os dois é perfeita!


Pelo trailer, dá pra saber o que esperar desse filme espetacular:


Recomendadíssimo!

Vida Real - Eu Assisti "Contrações"

No último domingo (22), antes de vir pra casa assistir ao Oscar, fui ao CCBB assistir à peça "Contrações", estrelada por Débora Falabella e Yara de Novaes.
Com texto de Mike Bartlett e direção de Grace Passô, a peça se passa no escritório de uma grande empresa, na qual Emma (Débora Falabella) acaba de ser efetivada. A relação entre a empregada e sua gerente acaba por se transformar em um caso absurdo de assédio moral, que vai sendo construído através de chantagens e manipulações em conversas cotidianas.


O toque de humor faz com que a peça não se torne tão pesada, apesar de alguns momentos fazerem a gente se contrair - com o perdão do trocadilho - de angústia ao ver a situação em que Emma se encontra. A atuação impecável das duas faz com que tudo seja ainda mais intenso, trazendo uma reflexão sobre a importância do trabalho dentro da sociedade e os limites que precisam ser estabelecidos para que as relações profissionais não se tornem abusivas.


A trilha sonora e a iluminação também são essenciais para no transportar a esse universo de sentimentos e conflitos internos e externos, traduzidos de uma maneira espetacular.
Meu comentário fútil é: a Débora é ainda mais linda de perto! ♥


Pra quem é de Brasília, vale muito a pena conferir a peça, que fica em cartaz no CCBB até o dia 15 de março. Os ingressos custam R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia).


Para mais detalhes, é só clicar aqui.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Vida Real - Eu Assisti "Groupies Não Ficam Para o Café da Manhã"

Há algumas semanas tenho visto esse filme da programação da TV (em algum dos canais HBO), mas nunca tinha conseguido pegar do começo... até a manhã de ontem!
O filme "Groupies Não Ficam Para o Café da Manhã" é uma comédia romântica alemã de 2010, que conta a história de uma menina comum que se apaixona por um astro da música.


A menina em questão é Lila (Anna Fischer), uma jovem que acaba de voltar para Berlim depois de passar um ano nos Estados Unidos fazendo intercâmbio.


Em uma visita a um jardim da cidade, ela acaba conhecendo o charmoso Chriz (Kostja Ullmann) e se encanta logo de cara. Os dois acabam se conhecendo melhor e - é claro - se apaixonando (porque isso é uma comédia romântica, né, minha gente?).


O que ela não imagina é que seu novo amor é uma celebridade, vocalista de uma banda super popular em Berlim chamada "Berlim Mitte", e seguido por fãs aonde quer que vá.


Acontece que a sua irmã mais nova,Luzy (Amber Bongard), sabe muito bem que é o Chriz e todos os outros integrantes da sua banda favorita, "Berlim Mitte".


O roteiro é cheio de clichês, mas achei o filme super gostoso de assistir.
A química entre o casal é perfeita, a trilha sonora é bem legal e o filme tem vários momentos engraçados e fofos, perfeitos para alegrar um dia sem graça.


Fofurice cinematográfica *-*

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Vida Real - Eu Assisti "Hairspray"

Não adianta, eu SEMPRE sou atrasada pra ver filmes e só agora assisti ao famoso musical "Hairspray", de 2007, que é um filme super divertido com uma história linda!
Vale ressaltar que essa é uma versão mais atual do filme de 1988, teve seu roteiro adaptado para um bem sucedido musical da Broadway, em 2002.


O filme é dirigido por Adam Shankman e estrelado por Nikki Blonsky, que interpreta uma jovem apaixonada por dança chamada Tracy Turnblad.


A história se passa na década de 60, na cidade de Baltimore, onde a grande aspiração dos adolescentes é fazer parte do famoso programa de TV "The Corny Collins Show".


Por se passar na época da segregação racial, o programa tem elenco 100% branco e os negros só participam em um dia específico da semana, o "dia do negro", em que apenas negros participam.
Acontece que Tracy é super moderna e consegue entrar no show justamente com uma dança que seu amigo Seaweed Stubbs (Elijah Kelley) ensina pra ela.


Ela também tem uma melhor amiga super fofa chamada Penny Pingleton (Amanda Bynes), que rende momentos engraçadíssimos ao filme.


As coisas começam a dar meio errado quando, além de se destacar no show, ela se apaixona pelo galã Link Larkin (Zac Efron), que já é comprometido.


Sua namorada é Amber von Tussle (Brittany Snow), grande estrela do show até então, filha da gananciosa diretora do canal Velma von Tussle (Michelle Pfeiffer).


Outro destaque do filme é a linda relação que Tracy tem com a mãe, Edna Turnblad (John Travolta), uma dona de casa que se isola do mundo por ter ganhado muito peso.
É linda a maneira que o filme mostra que devemos aceitar quem somos e não nos privar da vida apenas por não nos encaixamos em um padrão pré-estabelecido.


Também é muito bacana ver a transição da segregação para a inclusão dos negros na sociedade, o que mostra o quanto é importante a sociedade rever conceitos antigos e evoluir.


E é claro que, por se tratar de uma história de época, os figurinos são lindos de viver e dá pra pegar bastante inspiração. Uma das coisas que mais gostei foi o penteado da Penny! ♥


Simplesmente imperdível!

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Vida Real - Eu Assisti: "2 Coelhos"

Nesse final de semana, assisti ao filme "2 Coelhos", uma produção nacional de tirar o fôlego!
O filme, de 2011, é dirigido por Afonso Poyart e traz uma trama muito bem construída que envolve crime, corrupção, traição e - é claro - muita ação.


O protagonista e narrador da trama é Edgar (Fernando Alves Pinto), que elabora um plano com o objetivo de atingir a corrupção dentro da política e a criminalidade atrelada a ela, "matando dois coelhos numa cajadada só", daí o título do filme.


A personagem Júlia (Alessandra Negrini), uma promotora pública, também está envolvida até o pescoço na trama de Edgar, mas não vou contar muito pra não estragar as surpresas.
Ela tem algumas crises de síndrome do pânico durante o filme, que renderam cenas incríveis da luta interna que ela tem com seus "monstros" (que são super fofinhos, rs).


O filme tem várias referências pop, como games e histórias em quadrinhos, com várias cenas recheadas de efeitos especiais e animações, tudo muito bem elaborado.
A produção é simplesmente impecável e o filme é daqueles que prendem a gente do começo ao fim, cheio de reviravoltas inesperadas. Surpreendente!


O elenco também foi super bem escolhido e os atores fizeram um trabalho incrível.
Além dos atores que já citei, o filme também conta com Caco Ciocler, Marat Descartes, Robson Nunes, Thaíde, Thogun, entre outros que construíram ótimos personagens.


A trilha sonora também é maravilhosa, com músicas de Lenine, 30 Seconds to Mars, Radiohead, Titãs e o funk dos Avassaladores ("Sou foda dig din dig din")


Uma produção 100% nacional que não perde em nada para Hollywood!

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Vida Real - Eu Assisti "3 Segundos"

Nas últimas semanas, acompanhei de perto o empenho do Alex na produção de um curta para a faculdade. Por isso, não poderia deixar de compartilhar o resultado com vocês.
O curta "3 Segundos" mostra o drama de Clarissa, uma garota de 20 anos que sofre bullying e resolve tirar a própria vida, enquanto escreve seus últimos pensamentos.


O drama de Clarissa serve para refletir sobre o impacto que as nossas palavras podem causar em outras pessoas e nas consequências terríveis que podem acarretar.
E já que eu acompanhei tudo bem de perto, já informo que o filme está cheio de referências nos livros, pôsteres e, especialmente, na música final.



Parabéns a todos os envolvidos nesse projeto belíssimo!

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Vida Real - Eu Assisti: "Helter Skelter"

Ontem assisti a um filme que só posso descrever com uma palavra: perturbador.
"Helter Skelter" é um docudrama que conta a história de Charles Manson e sua "família", que foram responsáveis por cometer alguns dos crimes mais chocantes e famosos dos Estados Unidos.

Parte da "família" de Manson

Eu já tinha conhecimento sobre boa parte da história, mas vou explicar de uma maneira beeem resumida pra quem nunca ouviu falar: o Charles Manson é um cara totalmente fora da casinha, que cismou que os Beatles falavam com ele através de suas músicas, especialmente "Helter Skelter" que, segundo ele, anunciava uma guerra entre negros e brancos.
Ele convenceu dezenas de jovens das suas ideias insanas e os fazia colocar em prática seus planos, que incluíam roubos, assaltos e assassinatos.

Charles Manson e sua cruz na testa

Em um dos dois casos mais famosos, que ficaram conhecidos como "Caso Tate-LaBianca", eles assassinaram a atriz Sharon Tate, esposa do cineasta Roman Polanski, grávida de 8 meses.

Sharon Tate, poucos dias antes do assassinato

Agora falando mais especificamente sobre o filme, ele foi feito especialmente para a TV em 2004 e é protagonizado por Jeremy Davies, que chega a dar medo interpretando o Manson.
Eu realmente não recomendo pra quem se impressiona com facilidade, pois os assassinatos aconteciam de uma maneira extremamente fria e cruel.


A personagem principal é Linda Kasabian, interpretada por Clea DuVall, que foi integrante da "família", teve um envolvimento intenso com Charles Manson, mas não concordava com muitas das ações de seus companheiros, o que gerou muito sofrimento a ela.


Charles Manson é retratado com um homem controlador, que se aproveitava da devoção de seus discípulos pra realizar suas ambições pessoais, que sempre envolviam poder.
O sexo e as drogas eram presença constante nos encontros e acabavam se tornando meios de controle de uma juventude sedenta por um líder que os comandasse.


Apesar de Charles Manson ser uma figura assustadora, o que mais me deu arrepios foram as "garotas do Charlie", discípulas mais fervorosas que participaram dos principais crimes e tinham uma frieza difícil de conceber. O grande destaque certamente é Susan "Sadie" Atkins, interpretada brilhantemente por Marguerite Moreau.


Não vou dar mais detalhes sobre o filme pra não acabar dando spoiler, mas separei algumas curiosidades que envolvem a história da Família Manson:

- O nome artístico do Marilyn Manson nada mais é do que uma mistura de Marilyn Monroe e Charles Manson, numa maneira de demonstrar a "dualidade"


- A banda Kasabian tem esse nome em "homenagem" à Linda Kasabian


- O personagem Tate Langdon, da série American Horror Story, tem três referências aos casos: é um assassino insano, assim como Charles; o nome, que remete à Sharon Tate; e uma cena em que ele fala as palavras Helter Skelter


Bizarrice da semana!

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Vida Real - Eu Assisti: "Anna Nicole"

Estava zapeando na TV ontem quando vi que estava começando um filme sobre a vida de Vickie Lynn Hogan, mais conhecida como a loira fatal Anna Nicole Smith.
Fiquei curiosa, afinal, o que eu conhecia dela eram só algumas polêmicas que tinha visto há vários anos em programas de fofoca notícias sobre celebridades.


Se você nunca ouviu falar sobre ela, aqui vai um resumão: ela era uma loira belíssima, cuja fonte de inspiração vinha da beleza clássica de Marilyn Monroe, brilhou como coelhinha da Playboy e fez campanhas para marcas importantes, mas ganhou os holofotes da mídia sensacionalista após o casamento com o empresário J. Howard Marshal, de 89 anos.


No filme "Anna Nicole", lançado ano passado, a modelo é interpretada por Agnes Bruckner.
Apesar das duas serem muito parecidas, acho que falou aquele borogodó, aquela sensualidade aflorada que a Anna Nicole tinha e que faltou na interpretação da Agnes.


Embora essa parte da sensualidade deixe a desejar, o filme é belíssimo e desconstruiu a imagem que eu tinha dela (e que provavelmente muita gente também tem).
É muito bom termos a oportunidade de rever nossos preconceitos e percebermos que as pessoas são muito mais do que aquilo que mostram do lado de fora.


É incrível como a semelhança com a Marilyn não era só na aparência, mas em características de personalidade: o deslumbramento quase ingênuo, o vazio que parece nunca ser preenchido, a paixão pelos holofotes e a maneira intensa de viver a vida.


Adorei conhecer a história dessa mulher forte e batalhadora que, infelizmente, sofreu muito e acabou se fragilizando com o passar do tempo. :(


Uma história intensa e dramática!


E vocês, já conheciam a história da Anna Nicole?
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